- Categoria: Dominação
- Data de publicação
Conheci o BDSM há dez anos e desde então fiz dele a minha própria vida. Excluindo-se os compromissos profissionais e sociais – que muitas vezes não temos como driblar –, posso afirmar que o restante do tempo quase que me dedico integralmente ao BDSM.
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Sem entrar muito no preciosismo das definições, deixemos isto para os sites especializados, há de se compreender o dois grupos de praticantes do BDSM, aqueles que: vivem relações Dominação/submissão – D/s – e os Fetichistas.
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As relações D/s são sempre consensuais, baseadas na troca de poder e acontecem pelas mais diversas motivações, sendo que a maioria delas tem a ver desejo e prazer sexual. Nas relações D/s existem dois papéis o do Dominador e o do submisso.
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Já o fetichismo é preferência por uma parte especÃfica dentro de um universo de possibilidades. Quem tem o fetiche – feitiço – por sentir contato com os pés, das mais diferentes formas é considerado podólatra.  De certa forma todos nós conhecemos pelo menos uma das mais antigas elaborações simbólica do desejo podo-fetichista, como por exemplo: o conto onde um prÃncipe enamora-se do sapatinho de cristal e manda percorrer seu Reino em busca da Dona de tão delicados pezinhos, como na história da Cinderela.
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Dizer-se podólatra por si só é algo bem natural, assim como as relações D/s o são, o que parece mesmo incomodar a maioria é quando o lado Dominador assume o seu lado podo-fetichista, pois sempre surge a polêmica que o Dominador não pode beijar os pés de sua escrava.
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Como fetichista desde muito criança - época que, por sinal, não tinha a menor idéia do significado desta palavra – nunca tive a menor dificuldade em admitir o meu fetiche pelos pés femininos. Como gosto de dizer: o que muda é apenas o enfoque dado à situação.
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O que há de se entender é que a questão principal não está no fato do dominador brincar com os pés da escrava. O beijá-los é um ato igual a tantos outros, como brincar com os seios, nádegas ou simplesmente beijar a submissa na boca.
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Normalmente o ato de ajoelhar e beijar os pés são algo que denota submissão, mas a sutileza está no como às coisas acontecem, ou seja: quem esta no controle da situação sou Eu. Beijo os pés de minha escrava quando tenho vontade, uso-os para brincar das formas que me são prazerosas. Não é a escrava quem determina nada na sessão e por isto tudo acontece exatamente da mesma forma que qualquer outra relação D/s.
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Depois de já ter vivido o papel submisso e hoje viver o de Dominador, não vejo problema algum em um dominador ser podólatra. E você o que pensa do assunto?
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