- Categoria: Relações
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Os amigos que estão acostumados a lerem os meus textos sabem que gosto muito de usar o paralelismo entre as relações BDSM e baunilhas, pois no fundo entendo que as duas buscam os mesmos objetivos: o prazer e o bem estar dos envolvidos.
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Outro dia conversando com uma submissa amiga minha falamos sobre as dificuldades que as pessoas têm encontrado em ter prazer nas relações D/s, não só nos primeiros encontros, mas principalmente na continuidade da relação. Esta questão foi motivo de apreensão tanto para ela na condição de submissa como para mim na condição de Dominador. Percebi que este impasse não é diferente das relações baunilhas.
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Da mesma forma que os noivos se preparam para a noite de núpcias e tem o seu foco direcionado para que tudo corra bem neste momento, também os TOP’s e submissas investem muita energia para que tudo funcione da melhor maneira possÃvel no primeiro encontro. Os dias que se seguem à lua-de-mel podem ser comparados ao frenesi que acontece após o primeiro encontro D/s. A magia da primeira vivência, ainda muito presente neste envolvimento recÃproco entre Dominador e submissa, toma forma de encantamento por um bom tempo. Mas, esse tempo passa, e com ele, tanto o relacionamento baunilha como o SM são provados por um inimigo cruel: a rotina.
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A rotina desgasta. Ao mesmo tempo em que ela nos permite ter maior contato e conhecimento de nossas parceiras; conhecer suas qualidades e também os seus defeitos nos permite consolidar ou até mesmo arrefecer essas relações. Esse tempo que passa pode contribuir para que os interesses de ambos os lados mudem; o que antes chamava a atenção numa vivência SM pode perder o interesse com o tempo. Da mesma forma o que não nos interessava pode nos apetecer de uma hora pra outra. Muitas vezes, nos sentimos frustrados quando constatamos que erramos em nossas escolhas ou que os interesses que antes eram comuns, já não são mais. Â
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Nesta hora é necessário que ambos tenham muita maturidade e transparência de propósitos para evitar quebra de expectativas. É preciso entender que a responsabilidade pela nossa felicidade está em nós e não em terceiros. A outra pessoa não tem a função de me fazer feliz, pode ser colaboradora; cabe a mim a função de buscá-la. É preciso estar preparado e saber retroceder se a relação não atende os desejos dos envolvidos como antes. Tanto nos relacionamentos baunilha, como D/s, o que sustenta é a convergência de interesses comuns, sem isto, não há motivo para dar continuidade.
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E para você que tipo de relacionamento é mais difÃcil de sustentar? Por quê?



