- Categoria: Relações
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Com o advento da internet criou-se a figura do SM virtual. A dominação pela internet é a grande glória daqueles que não tem coragem de ter práticas reais a se satisfazem na masturbação de história feitas sob medida para realizarem suas fantasias que continuam eternamente apenas no prazer mental sem experimentar a realidade fÃsica.
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O SM virtual passou a ser uma prática comum. Doms, Dommes, Escravos, submissos e afins muitas vezes preferem ficar sem se expor no real apenas fantasiando sem riscos. Esquecem-se, no entanto, que no risco vive a grande emoção, a grande descarga prazerosa de adrenalina. Aqueles que não arriscam muito nem sofrem muito, também não tem o grande prêmio do muito prazer.
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Ouso classificar essa postura como covarde. Logicamente não posso generalizar o procedimento, pois existem casos em que o real é impossÃvel. Mas não posso aceitar o virtual como contraponto do medo ou da vergonha. Se existem motivos como a impossibilidade fÃsica do encontro, até posso aceitar. Mas jamais pelo medo de ir à luta.
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Outra faceta que não podemos deixar de atentar é o domÃnio remoto. Isso é bem diferente do domÃnio virtual, pois tem como objetivo a preparação para o encontro real. No tempo que comecei no SM ainda não existia a comodidade da internet. Naquela época os encontros eram marcados por cartas enviadas para caixas postais do correio.
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Até existir a possibilidade de um encontro real, decorriam-se meses. E neste perÃodo eram criadas fantasias pelos missivistas. Quando o encontro finalmente ocorria era algo que coroava um longo perÃodo de preparação de ambos. A espera do correio era ansiosa para se saber se chegaria ou não a carta do correspondente.
Hoje com a rapidez da internet se perdeu muito desse fascÃnio. A mágica da preparação da sessão deu lugar a encontros muitas vezes precipitados e frustrantes, pois pouco se conversou. Lembro da longa preparação do encontro de Cosam com Samara. A ida ao restaurante dela sem saber quem ele era. Ele a vendo e ela perdida. O medo. O tirar o chão. Todo o encanto. A ida ao hotel. Os olhos vendados, a máscara.
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Muitos dirão: Outros tempos. Eu direi: Desencantos.
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Se não podemos viver SM no dia a dia, muitas vezes pela distância, outras por compromissos pessoais, porque não podemos tirar ao menos parte diária de nossos dias para preparar nossas escravas para as sessões? Para criar e desenvolver fantasias e de certa forma superar limites. Quando digo por e-mail para uma escrava que a quero usando um determinado tipo de lingerie na próxima sessão e a faço ir comprar a peça, inicio a sessão muito antes do momento que estamos fisicamente juntos.
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Certa vez marquei uma sessão com uma escrava do Rio. Até pelo fato dela ter que se deslocar para São Paulo, tive que marcar com 10 dias de antecedência. Durante estes 10 dias mantive acesa a chama da sessão. Mandava dois e-mails por dia e marcava hora para que eles fossem respondidos. Por ela não ter limites de horários e nenhuma restrição a receber ligações ligava no celular dela nas horas mais impróprias para ordens rápidas onde sequer a deixava falar.
Na véspera da viagem deixei-a enlouquecida. Foram e-mails a cada hora com ordens que ela devia cumprir. O que por na mala, a roupa pra viagem, o tipo de sapato, até a alimentação e o horário de ir ao banheiro. Faltando 15 minutos para ela pegar o ônibus liguei desmarcando. Senti-a entrar em desespero. A libido estava altÃssima e frustrar naquele momento era realmente cruel. Eu a fiz implorar para manter o compromisso. Disse então pra ela pegar o ônibus que eu tentaria dar um jeito de poder recebê-la.
Mantive-a em estado de alerta durante as 6 horas de viagem. Fiz com que ela me entregasse todos os seus limites em troca de concretizar a sessão. Na parada do ônibus para descanso mandei que ela tirasse todas as peças intimas para continuar a viagem. Ela obedeceu integralmente tudo. Chegou em São Paulo desmontada. Pronta pra se entregar de todas as formas a mim.
Depois da sessão, conversando com ela, ouvi com muita satisfação que naqueles 10 dias ela tinha vivido a melhor sessão SM da vida dela e que nada apagaria aquilo da memória. E que nunca tinha tido tanto prazer no momento da sessão, pois ela tinha sido preparada para tudo e esperava tudo que tinha acontecido.
Teria sido isso uma sessão virtual ou remota? Com certeza remota, com o coroamento real e que nos trouxe grande prazer real. Logicamente que para isso precisa haver seriedade das partes. Maturidade dos parceiros. Também, enquanto for um sádico, creio que pelo resto da minha vida, não me esquecerei desta passagem. Talvez nem ela, na eternidade.
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por: Klaus



