- Categoria: Relações
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Uma relação consiste em abrir um espaço de existência para outro. Para ser completa e prazerosa, a união deve ter cumplicidade e entrega incondicional. A convivência tem que servir para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças e a individualidade.
Se compararmos as relações D/s às baunilhas (como são conhecidas as que não são do meio), ambas têm comportamentos em comum e são repletas de jogos de sedução que se percebe num olhar, num leve movimento dos cabelos ou num sorriso malicioso.
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As duas possuem convenções que simbolizam a entrega: os casais baunilhas usam alianças, os BDSM, coleiras. As mulheres baunilhas usam o sobrenome do marido, enquanto no BDSM elas usam as iniciais do Dono.
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Ambas seguem regras, quer impostas pela sociedade ou espontaneamente estabelecida entre as partes. Nas relações baunilhas, as normas surgem na medida da convivência e geralmente prevalece a opinião da personalidade mais forte, nem sempre em acordo com o que pensa o outro. Muitas vezes são toleradas e, se não administradas, geram conflitos que terminam fatalmente em separações desastrosas. Nas relações D/s, as regras são estabelecidas no inÃcio do convÃvio, podendo ser mudadas ou adaptadas no decorrer da relação, sempre com o intuito de proporcionar prazer aos integrantes.
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Ambas acontecem da mesma forma, baseada no conhecimento, na afinidade, na confiança e na atração entre as partes.
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Se numa relação baunilha é comum um dos parceiros decidir a programação de sábado à noite, muitas vezes sem se quer consultar a outra parte, ou então um falar ao outro a respeito da roupa escolhida para sair. Nas horas mais Ãntimas observa-se que um sempre acaba conduzindo a relação para a forma que mais lhe dá prazer, sem se preocupar com o prazer do parceiro. Como tudo é feito de uma forma não consentida e muitas vezes acabam trazendo uma série de frustrações.
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Numa relação D/s a diferença está na existência de uma troca de poder consentida e no claro estabelecimento dos limites que devem ser obedecidos. Assim, se um dos parceiros - o que está vivendo o lado dominador - determina que a noite iremos sair para dançar e que a outra pessoa - a que está vivendo o lado submisso - deve usar um vestido e sandálias de salto alto tudo está dentro do combinado e ambos estão tendo prazer no jogo. Um por perceber que vê seus desejos sendo correspondidos e o outro por saber que ao corresponder aos desejos de seu parceiro está lhe dando igual prazer.
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Deste exemplo simples, podemos caminhar para outros jogos que envolvem maior ou menor grau de entrega. Podemos deixá-los acontecer no lado sexual onde um estabelecerá o controle e as regras a que devem ser seguidas, onde a mulher vivendo o lado Dominador poderia, por exemplo, determinar a forma como gostaria de ser tocada por seu parceiro.
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Se existem regras a serem seguidas é comum que as pessoas estabeleçam formas de castigos para quando as mesmas não forem cumpridas a contento. Os castigos podem variar de algumas restrições até castigos fÃsicos. Tudo vai depender do limite previamente combinado e daquilo que dá prazer aos envolvidos.
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Nunca é demais lembrar, principalmente aos iniciantes, que em tudo na vida temos que estar atendo ao "time" das coisas. Ao começar a trilhar os caminhos do desconhecido, nos deparamos sempre com outras pessoas em diferentes graus de amadurecimento e entendimento sobre o assunto e por isso é que é muito difÃcil para uma pessoa que está começando abstrair o jogo para o seu grau de percepção das coisas. Não é porque em algumas relações existe a figura de um Dominador batendo em seu submisso com um chicote que você precise de fazer dessa prática a sua. Você pode perfeitamente trocar o poder, brincar com isso e deixar que a relação vá até onde ela seja prazerosa, sem fazer uso de chicotes, cordas, vendas.



