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Aqui se encontra dois extremos. Aqueles que apenas criam um nick e o usam para fazer seus contatos, preservando assim sua privacidade e as pessoas que acabam gastando mais tempo para construir/caracterizar seus personagens - onde eu me incluo, neste caso, inclusive se gasta tempo com pesquisas, criação de brasões ou logomarca para o personagem, sites, blogs entre outros.   Â
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Independente de estar num dos dois extremos ou em qualquer outro lugar entre eles, o mais importante é que o personagem tem que agir de forma coerente/consistente com o papel escolhido. Gosto de falar com as pessoas que converso que não dá para acontecer no meio de uma sessão, por exemplo, que o Dominador fale para a escrava:
"fulana pegue um copo d’água, por favor!" Â
Não que situações como esta não aconteçam numa sessão, afinal somos educados e uma hora o que é de se esperar numa situação baunilha acaba escapando numa sessão, mas as submissas hão de concordar, que dependo do momento, de como e de onde acontece uma situação como esta, pode ser totalmente broxante.
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De igual maneira, não dá para uma escrava num encontro BDSM, por exemplo, no Clube Dominna, falar aos quatros cantos que não aceita que seu Dono faça isto ou aquilo. Se de fato existe um limite acordado na relação, a submissa deve encontrar uma forma de falar sobre ele, quando perguntada, sem expor seu Dono. Exemplo tÃpico? A submissa que não aceita irmã de coleira! Se ela não aceita, conversou com o seu Dono, que garantiu a ela exclusividade – não acredito nisso, mas isto é papo para outra matéria... rss – então é muito mais elegante ela ao ser perguntada a respeito, dizer:
"Isto é uma decisão do meu Dono e não minha. Converse com ele e o que ele decidir eu cumprirei."
Perceba que não é ela quem vai decidir nada, não cabe ao papel dela. Já o Dominador, sabendo do trato feito com sua escrava, pode apenas dizer algo do tipo:
"Agora não me interessa ou estou muito satisfeito com minha escrava e não pretendo ter outra por enquanto."
Veja como a coisa fica muito mais elegante e coerente com os papéis.
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É comum entre as pessoas do meio, brincadeiras que reforcem o papel escolhido pelos praticantes, exemplo: a nobreza não está acostumada com isto; sub tem mesmo que ralar, entre outras formas. Outro ponto muito polêmico é se uma escrava deve ou não tratar uma dominadora de Senhora ou um dominador de Senhor, mesmo que ela não pertença a eles. Claro que não! Agora, cá entre nós. Atitudes assim – ainda mais quando há respeito por parte do TOP – são bem mais elegantes e propiciam que os envolvidos vivam o papel escolhido mais intensamente.
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Fale sobre você, do que gosta e de suas fantasias. Procure ser o mais sincero possÃvel, lembre-se a pior coisa que pode acontecer numa relação é a quebra de expectativas.
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