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Um dos sÃmbolos mais significativos de uma relação de Dominação e submissão é sem dúvida a coleira. Uma marca de propriedade usada pela submissa que tem Dono, com ela os sentimentos de posse e pertença se estreitam, cria-se vÃnculos e identifica quem é de quem na relação.  Â
Existem vários tipos coleiras – leia um excelente trabalho sobre o assunto em: Carolina (T:V:P:). Alguns Dominadores optam por usar coleiras diferentes para momentos especÃficos, tais como: durante a negociação, em treinamento, em sessão, no dia a dia, em festas especiais, etc. Também existem os que trocam a coleira de acordo com as fases do relacionamento.
O momento que a coleira entra em cena é depois de concluÃda a fase de conhecimento, negociação que pode ser precedida de um processo de treinamento. O Dominador passa a assumir a submissa como sua propriedade e mesmo sem conhecê-la pessoalmente é comum que Ele conceda a ela uma Coleira Virtual. Existem diversos sÃmbolos que a representa, cujo objetivo é sinalizar para as pessoas que frequentam os meios virtuais, que a submissa tem Dono. Os meios mais comuns são: Orkut, FetLife, Facebook, MSN, Chats, entre outros.
No Encontro Real, aqueles Dominadores que, como Eu gostam da Liturgia, fazem a Cerimônia de Encoleiramento e presenteia a sua submissa com uma Coleira Social, um sÃmbolo discreto e significativo para os dois que será usado por ela em seu dia-a-dia. Alguns Dominadores preferem fazer uso da coleira em sua submissa, somente durante as sessões, dispensando a coleira social.
A constância do uso diário da coleira pela submissa também é variável, algumas, por serem casadas, não podem usar no dia a dia, mas somente nos encontros com o Dono, ou então, usam em uma discreta tornozeleira; outras, mesmo sendo solteiras, optam por usar somente nos encontros, outras ainda, fazem uso contÃnuo e à s vezes não tiram nem para tomar banho. O importante é que aquela marca esteja cunhada no coração dela. Não basta ostentar um sÃmbolo se ele não tem o real significado que deveria ter na vivência.
Infelizmente para algumas submissas o importante é somente exibir uma coleira, não importa de quem seja. Da mesma forma, alguns Dominadores impõem suas coleiras em submissas com sentimento de posse, ostentação e necessidade de auto-afirmação e não para assumir com seriedade o relacionamento que se propuseram.
A Coleira é um sÃmbolo e por esta razão tem significados e representações únicas. Maior valor do que chaves, parênteses, pontos, colchetes, barras, asteriscos ou a mistura desses sinais é a representação desse sÃmbolo para a relação. Seja qual for o sÃmbolo só tem sentido enquanto a relação está sólida e for da vontade dos dois que ela se mantenha.
Caso o Dominador opte por tirar a coleira de sua submissa, não há o que fazer, assim como se for da vontade dela devolver, ele também deverá aceitar. Nesse momento é preciso que ambos tenham muita maturidade e da mesma forma que deram inÃcio ao relacionamento de forma pacÃfica também o término deve ser no mÃnimo respeitoso. E para tanto não há necessidade de tirar a coleira pessoalmente só porque foi colocada dessa forma. Alguns Dominadores e submissas insistem nisso, o que considero uma atitude infantil e leviana que só causaria mais desgastes. Se a relação não faz mais sentido e perdeu o encanto, por que outro encontro real? Â
Gosto muito de fazer analogias entre as relações D/s e Baunilha, já que ambas têm suas semelhanças, pois oferecem momentos prazerosos, mas também seus estigmas e dificuldades que são inerentes a qualquer uma delas. Já assisti muitas cerimônias de casamentos, com suas pompas e ritos, mas nunca ouvi dizer que tenha acontecido uma Cerimônia de Descasamento, o máximo que pode acontecer são as desgastantes brigas nos tribunais pelas separações litigiosas. E como entendo que no SM uma relação só se estabelece com o objetivo de proporcionar prazer para ambos, no caso de término esse tipo de aborrecimento é desnecessário.
É bom lembrar também que o Contrato de Escravidão, para os que apreciam esse tipo de liturgia, nem efeito legal tem, logo não serve de justificativa para manter o que não existe mais.
O mais importante é saber desfrutar dos momentos especiais de uma relação de Dominação e submissão e com ela o uso da coleira virtual, ou social o tempo que durar: dias, meses, anos! Mas se por ventura um dia esta relação chegar ao fim, que ela possa proporcionar a ambos, momentos de aprendizado, guardar o que foi melhor e o mais importante: não alimentar mágoas e ressentimentos, assim ambos poderão abrir novos caminhos para novas e significativas vivências.
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