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Recebi do Mestre, a tarefa de assistir o filme “Sempre ao seu lado” e escrever sobre ele, eu diria sobre “lealdade e obediência” relata a história verdadeira de um cão da raça akita (japonesa) e o seu dono. É uma história emocionante que impressiona a todos por ser baseado em fatos reais. Esta raça, akita, é conhecida como companheira e protetora, quando se apega ao seu dono é muito difícil se apegar a outras pessoas. Os cães akita são brincalhões e inteligentes e foi a primeira raça a ter convivência com o homem, num país como o Japão, de rica história em curiosidades e informações. Esta raça segue a risca um dos mais importantes princípios japonês: a fidelidade, sendo muito fiel ao dono e a quem ele considera também seu protetor.
O filme narra a vida do pequeno Hachiko, um cão da raça akita que é encontrado pelo professor Parker na estação de trem vindo do Japão. Sem sucesso de encontrar o seu verdadeiro dono, o professor leva-o para casa e onde juntos vão viver uma linda história. Carinhosamente tratado por Hachi aos poucos o cachorro foi conquistando toda a família, mas sua fidelidade e encantamento pelo professor Parker, seu Dono, eram singulares.
O que marca no filme é que o cachorro só faz algo de significativo para quem ele realmente admira, respeita e reconhece como seu verdadeiro Dono. E foi assim que em todas as tardes o fiel Hachi se dirigia até a estação de trem e ficava sentado, no mesmo lugar, à espera da chegada de seu dono e amigo. E desta forma ele foi fiel até o fim...
O filme é emocionante, impossível conter as lagrimas, e logo no inicio entendi porque o Mestre me mandou assistir. Algumas cenas me chamaram a atenção, como no momento em que eles se encontram e o professor diz: “Nós vamos descobrir o seu destino”. A fragilidade do cão, e a segurança do dono ficaram nítidas na troca de olhares.
A maneira como Hatchi busca atenção, a cumplicidade a troca de carinho, as tentativas de adaptação, e, sobretudo a paciência do dono para entendê-lo, me fez pensar nos relacionamentos BDSM. Nós, submissas, precisamos do poder que o Dono exerce mesmo na sua ausência, e o Dono precisa da obediência e lealdade da sua submissa, é como estabelecer parcerias.
As parcerias precisam ser equilibradas, porque assim todas as partes envolvidas ganham. Um convívio plenamente feliz se faz com limites, quase que mutuamente estabelecidos, onde para ambas as partes existem um ‘’dá e toma’’ para tudo. Veja que o foco principal está na palavra feliz, pois não é o fato do cão obedecer ao seu dono que ele seja necessariamente feliz, da mesma forma a obediência da escrava não é sinônimo de felicidade na relação. É preciso cumplicidade e sentimento!
Percebi muita reciprocidade entre eles no filme, mesmo com as dificuldades, os momentos difíceis, mas em nenhum momento o cachorro deixou de olhar para o Dono e de senti-lo como alguém muito especial na sua vida e vice-versa.
Em todos os momentos o Dono conseguiu absorver da relação, o momento certo de dar um passo além, de ajudar o cão a superar seus limites, o respeito entre os dois, a emoção das conquistas, e principalmente o desejo mutuo de fazer dar certo. É como ter um aliado, um cúmplice que nesse caso é o cão, que é pela vida toda, uma troca eterna que equilibra e fortalece os laços. É o risco de querer realmente descobrir o que a vida reserva, ser leal e obediente confiando que esta nas melhores mãos, e o Dono por sua vez, saber que tem um bem muito precioso, que com cuidado e carinho, pode ser pela vida toda. Este é o princípio que deve conduzir os relacionamentos D/s.
Fonte consultada: http://guiadicas.net/sempre-ao-seu-lado/




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