doencas sexualmente transmissiveis bdsmAs práticas de BDSM não envolvem necessariamente a penetração (pênis na vagina ou no ânus), mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e os encontros geralmente são permeados de sexo oral, beijo na boca, toques em orifícios onde existe contato com a mucosa.

O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (São, Seguro e Consensual).

Viver e praticar de forma segura significa não só conhecer as técnicas, mas, sobretudo, preocupar-se com a segurança dos envolvidos. Segurança significa ter a responsabilidade de se proteger e ao seu parceiro das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

O cuidado com as DSTs dentro das relações BDSM devem ser redobrados; o uso de preservativos durante o ato sexual não é suficiente para evitar o contagio de alguns tipos de doenças. É comum o uso de objetos considerados fômites (objeto ou substância que transporta organismos contagiantes ou infecciosos de um indivíduo a outro). Exemplo: agulhas, objetos cortantes, chicotes, alfinetes, que envolvem contato com sangue. Mas até mesmo o chão, paredes, mesa, banheiras, mangueirinhas de chuveiro também são disseminadores de doenças.

Não existem pesquisas que relacionam especificamente algum tipo determinado DST com a pratica BDSM, mas os cuidados são fundamentais: o uso incondicional de preservativos, assepsia completa de todos os objetos e acessórios de uso individual ou coletivo.

O contato direto com sangue é uma forma óbvia de contágio, mas existem formas nem tão evidentes, por isso, são pouco consideradas, como o beijo na boca associado ao sexo oral sem preservativo, a própria mucosa ou contato imperceptível com sangue propicia o contágio muitas vezes sem perceber.

DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis - são doenças infecciosas transmitidas através de ato sexual: oral, anal e vaginal. A mulher grávida, pode transmitir ao feto, ainda na barriga através da placenta ou ao amamentar o bebê, que pode ter danos irreparáveis. Usuários de drogas injetáveis, profissionais de tatuagem e da área de medicina, devem tomar cuidados com os objetos de manipulação. Todo material usado deve ser descartável. Usar luvas para o manuseio de sangue e tomar cuidado com ferimentos e sempre fazer uso de preservativos. Mais de 20 tipos de doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres. Algumas, quando são tratadas prontamente e com a medicação certa, alcançam a cura facilmente; outras não têm cura. Essas doenças afetam a saúde física e emocional da pessoa, fazendo-a perder qualidade de vida.

São doenças que podem atingir homens, mulheres e crianças; não escolhem classe social nem etnia. Jovens e adolescentes são mais frequentemente acometidos pelas doenças porque nem sempre usam preservativos e costumam trocar mais de parceiros e as mulheres são mais afetadas que homens. Essas doenças podem aparecer sem causar sintoma nenhum, fazendo com que se alastrem muito mais rapidamente. É sempre aconselhável que pessoas que tenham mais de um parceiro ou que estejam dentro da faixa de "comportamento de risco" procurem habitualmente o médico. Quanto mais cedo é o prognóstico, mais fácil se torna para tratar e curar. As doenças podem ser evitadas se tivermos alguns cuidados básicos: o uso de preservativos, redução de parceiros, entre outros. Todo cuidado é pouco. Faça exames periódicos, para que se possa fazer o tratamento correto e rápido. O tratamento quase sempre é com antibióticos e medicamentos locais.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis mais conhecidas são:

Sífilis: Ataca as vias urinárias e genitais, podendo, caso não tratada, espalhar-se para o sistema cardiovascular e nervoso. Gerando uma infecção generalizada, pode levar o doente a morte. Nas mulheres doentes, o aborto e o parto prematuro, ou crianças que nascem com deficiência como cegueira, são algumas das conseqüências

Gonorréia: Causa uma grave inflamação na uretra e, quando não tratada, pode espalhar-se pelo sistema genital, vias urinárias, reto e articulações. Se não tratada corretamente, a doença se desenvolve, podendo levar o doente a outros problemas como, meningite, problemas cardíacos e artrite.

Clamídia: considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde quando nascem de mães contaminadas ou durante o contato sexual. A doença ataca os canais urinários e sistema genital, causando inflamação nestas áreas. Se não tratada, pode chegar a uma infecção crônica, gerando a infertilidade no homem. Em mulheres, as complicações também são graves: doença inflamatória pélvica e o aumento do risco de gravidez ectópica (fora do útero, nas trompas). A maioria das pessoas infectada não apresenta sintomas clínicos, dificultando muito a identificação da contaminação.

Cancro Mole ou Bubão: é uma doença bacteriana os sintomas são: várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Tricomona: Provoca quadros inflamatórios na uretra dos homens e no canal vaginal das mulheres. Embora não acarrete complicações mais sérias em sua fase evolutiva, a doença pode facilitar a disseminação da infecção por HIV.

Candidíase ou flores brancas: É uma das maiores causas de infecção genital. Os sintomas são: coceira, ardor e corrimento vaginal semelhante a nata do leite. É mais comum em mulheres, causando inchaço e vermelhidão no órgão sexual feminino. As lesões podem se espalhar pela virilha. Apesar do mais comum ser a transmissão via relação sexual, existem outros fatores que colaboram para isso: uso de anticoncepcionais, antibióticos, obesidade, diabetes melitus, gravidez e uso de roupas justas.

Hepatite B: é uma doença do fígado que pode persistir por vários anos, e em 10 % dos casos pelo resto da vida. O vírus pode ser encontrado em fluídos do corpo de uma pessoa infectada (sangue, secreções vaginais, esperma e saliva). Esta hepatite muitas vezes não apresenta nenhum sintoma ou sinal aparente (50% dos casos). Quando surgem, é em média de 60 a 90 dias após o contato e contaminação. Os primeiros sintomas são febre, mal-estar, desconforto, dores abdominais, mais tarde surgem icterícia (a pele e mucosa amareladas), urina escura e fezes claras e coceira no corpo. A transmissão se dá por meio de relações sexuais; uso de drogas injetáveis compartilhadas com outros usuários; tatuagens, perfuração da orelha, de mãe para filho, no momento do nascimento e no leite da mãe contaminada e outros. Hepatite crônica ativa apresenta "surtos" podendo levar ao coma hepático e morte. Pode ainda lentamente evoluir para cirrose e câncer no fígado. Não existe tratamento específico para a hepatite B. A prevenção se faz evitando os modos de transmissão, o uso de preservativo em relações sexuais é um deles. Já existe vacina contra a doença.

Herpes Genital: Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação (mas, que cicatrizam sozinhas). Aparecem e desaparecem espontaneamente, reguladas por stress ou ciclo menstrual. Não há cura definitiva. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca.

HPV: É uma virose que está relacionada com o câncer de colo do útero e câncer do pênis. É uma doença de difícil tratamento, pois como os antibióticos não atuam contra o vírus. É caracterizada por uma pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento é do casal. Uma mulher com esse vírus deve evitar ficar grávida, pois o filho pode ser contaminado com graves conseqüências. Existem mais de noventa tipos diferentes, o HPV provoca verrugas genitais, que muitas vezes agridem o colo do útero, podendo levar ao câncer. O HPV 16, por exemplo, é extremamente agressivo, proliferando-se intensamente nos genitais masculinos e no colo uterino.

AIDS: A mais temida de todas as DSTs. Essa doença não tem cura e em caso de contágio e manifestação, a morte é iminente. Transmitida pelo vírus HIV encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas. Objetos contaminados podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa. Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. A pessoa com Aids, tem seu sistema imunológico afetado, seu organismo fica suscetível a todas as infecções e tumores que acabam por levar o paciente à morte. A pessoa portadora do vírus HIV, mesmo não tendo desenvolvido a doença, pode transmiti-la.
 
por: kalía | K@ |, karla { K@ }  e kamila { K@ }

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