- Categoria: Campo das Amoras
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Sou casada e tenho filhos. Desde a minha adolescência tenho fantasias de submissão, eu me masturbava imaginando que estava sendo usada e humilhada de todas as formas. Esta foi uma prática que me perseguiu por muitos anos. Por outro lado, minha vida em família quando solteira e depois já casada, sempre seguiu à parte de tudo isso.
Nunca contei para o meu marido sobre minhas fantasias, tinha medo que ele me achasse uma anormal. Meu medo maior era de enfrentar a sociedade, caso eu viesse a escolhesse viver uma vida fora dos padrões que a própria sociedade nos impõe. De certa forma, esse meu segredo me dava ainda mais prazer, pois gostava de ter esse momento só meu, sem dividir com ninguém. Era como se no escondidinho de meus pensamentos eu fosse totalmente livre e pudesse viver o que eu desejava.
Sempre tive uma vida sexual absolutamente normal e satisfatória com meu marido, mas continuava me masturbando com minhas fantasias. Não me negava o direito de gozar só com elas e os orgasmos sempre foram mais intensos do que fazendo o sexo com meu marido.
Há uns três anos atrás descobri o SM por meio da internet. Embora eu seja uma mulher madura, confesso que me assustei ao descobrir que existem muito mais pessoas adeptas ao SM do que eu imaginava. Descobri que aqueles acessórios todos das minhas fantasias existiam de verdade e até os mais “hard” que povoavam minha mente fantasiosa, já tinham sido inventados.
Quanto mais eu pesquisava nos sites e blogs, mais eu me certificava de que tudo era visto como até bem "normal". Fiquei deslumbrada e eufórica, mas ao mesmo tempo comecei a ficar irritada, pois estava divida entre viver tudo que sempre quis e presa a um casamento visto socialmente como estável e duradouro. No meu íntimo eu me sentia sem liberdade para ir em frente. Passei a ler muito sobre SM na internet, aproveitando quando ficava sozinha em casa, pois minha família saía para trabalhar. Minha excitação e deslumbramento cresciam cada dia mais.
Até que conheci meu DONO e Ele significou para mim como um abrir de portas para viver um pouco de tudo que eu sempre desejei em minhas fantasias. Porém nem tudo são flores, não é fácil falar de todos os sentimentos que envolvem essas vivências. Não é fácil encarar o ciúme, sentir-se preterida por conta de uma escrava mais nova, mais bonita, dividir a atenção do Mestre. Por isso tenho aprendido muito e vejo que não basta querer ser escrava, é preciso ter muita resignação, perseverança e vontade de aprender sempre. Para mim o primordial é a capacidade de compreender cada momento.
Qualquer ser humano tem uma vida pessoal com emprego, família, amigos e exigências da sociedade e não podemos nos alienar a ponto de abandonar tudo para nos entregar de cabeça a uma fantasia. O meu casamento existe e é um fato, ele limita meu tempo físico para me dedicar à minha submissão, mas não limita os meus sentimentos e desejos de escrava.
Meu casamento é muito importante, no que diz respeito à vida pessoal, filhos, até mesmo por dependência financeira e emocional familiar, mas viver minhas fantasias, sob o Domínio de meu DONO hoje vejo como essencial. E digo isto porque ninguém tem posse da minha intimidade de forma tão intensa como meu DONO. Só Ele me conhece plenamente, pois com Ele eu compartilho os mais íntimos desejos que nem eu mesma ousei externar. Nem com todos esses anos de casada, tive com meu marido tanta cumplicidade e sintonia.
Errado ou não, decente ou não, sinto que o fato de eu ser casada, não me impede de servir meu DONO. Penso que devemos saber separar as coisas e os momentos que estamos vivendo. O amor que sinto pelo meu marido e pelos meus filhos e o amor que sinto pelo meu Dono são muito diferentes sim, mas não menos intensos. O casamento não impede a vivência da uma fantasia, desde a relação seja construída com muita transparência e o que foi combinado seja aceito e cumprido por ambas as partes.
O que faz de mim uma boa ou uma péssima escrava não é meu estado civil, mas sim a qualidade do tempo que me dedico à minha submissão. Não posso ter marcas profundas no corpo? Que pena eu gostaria! Mas o que importa? Meu DONO já as deixou para sempre na minha alma.
por: karla { K@ }
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li seu texto e posso dizer que nossas vidas sao muito parecidas.
Desde nova fantasio com BDSM, mas somente em um periodo muito pequeno da minha vida, tive uma relacao que se parecida com dom/sub.
Sou casada e nao tenho coragem de me aventurar no meio, pois tenho uma filha e muito a perder...
Assim, assim como vc, antes de achar seu dono, vivo em blogs BDSM e sites de videos e contos BDSM, e aplaco minha fome de dominacao, masturbando-me ate ter os melhores orgasmo de minha vida.
Obrigada por visitar o site de meu Dono Quando conheci Mestre K@, vi a oportunidade de viver tudo que eu fantasiava e não pensei duas vezes. Pensei no quanto a vida é curta e me coloquei na relação de cabeça. Mas não pense que é fácil. Não tenho a mesma liberdade que as outras subs tem para me encontrar com Ele e o sofrimento é grande. Mas meu Dono me entende e com isso me conformo. E ainda te digo uma coisa: minha vida baunilha continua a mesma.
Beijos carinhosos
karla { K@ }
Pena somente que isto não é para os maridos...rsrs...sorte de quem se torna o verdadeiro Dono.
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