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contos bdsm aperncias enganamComo Diretora de uma grande empresa, tenho sob minha responsabilidade vários funcionários. De temperamento forte, exigente, detalhista e extremamente dura no comando além de muito observadora, estou sempre cobrando perfeição e não admito erros. Meus funcionários têm que ter pensamento rápido, atitude e serem participativos. Peter é um desses funcionários e trabalha há um bom tempo na empresa. Um homem detestável. Sem personalidade e determinação, está sempre esperando ordens e não consegue tomar atitudes e decisões. Minha hostilidade a ele é visível e quanto mais hostil me revelo, mais fraco ele se torna. Mas é um excelente criador de idéias e é isso que o mantém na empresa. O dia é sempre corrido e mal temos tempo de falarmos uns com os outros a não ser sobre o trabalho. O contato é estritamente profissional e detalhes da vida pessoal de cada um não me interessam nem um pouco.

Num desses dias em que parece que nada dá certo e tudo se complica ainda mais, fiz um esquema do que eu tinha em mente e entreguei a Peter para que ele desenvolvesse a idéia o mais rápido possível. Ordenei que fizesse um esboço para que eu pudesse ter uma primeira idéia para só então ele dar prosseguimento. Senti-me aliviada quando ele saiu da minha sala com aqueles passos lentos e corpo encolhido como se estivesse carregando o mundo nas costas.

Saí para o almoço, decidida a fazer uma refeição leve e rápida, pois tinha muitas questões a resolver ainda. No meio da refeição o celular tocou. Era um cliente que estava com problemas em adaptar nosso projeto às suas necessidades. Combinei que iria até a empresa dele assim que terminasse de almoçar. Chegando lá, logo descobri que perderia muito tempo ali e liguei na empresa para avisar. Ainda dei ordens expressas ao Peter que terminasse logo o que Lhe havia mandado fazer.

Fiquei a tarde toda na empresa do cliente tentando resolver as pendências até que tudo finalmente ficou pronto. Despedi-me e sai, percebendo que havia escurecido e que já era mais tarde do que eu imaginava. Liguei imediatamente para o escritório e Peter atendeu. Conversamos e ele me disse que o esboço estava pronto e que até já tinha desenvolvido alguns projetos em torno dele se acaso eu o aprovasse. Espantada eu disse que precisava mesmo resolver aquilo ainda hoje, mas por estar do outro lado da cidade não voltaria para a empresa e, portanto ele poderia ir embora. De repente, ouço uma voz insegura, titubeante dizer:

- Se a Senhora quiser posso esperá-la na minha casa, que não é tão longe da empresa e lá poderemos conversar sobre o projeto.

Na hora respondi que não. Não gostava de tratar de trabalho fora da empresa e muito menos dar confiança a funcionários. Imagine... Eu... Na casa dele? Afe... Seria enervante demais. Quase ia desligar, quando lembrei que precisávamos desse projeto o quanto antes e tinha sido ele a se oferecer para trabalhar depois do expediente. Pensei melhor e mudei de idéia:

- Está bem; se não se importa então, posso ir à sua casa para discutirmos o projeto. Me passe o endereço.

Assim que me passou o endereço eu disse que estaria lá em 40 minutos e desliguei.

Cheguei à porta do edifício onde ele morava e constatei que era um prédio bonito de classe média. Estacionei o carro e pedi ao porteiro que me anunciasse. Assim que tive permissão, peguei o elevador e assim que ele parou, vi que Peter me esperava no hall de entrada. Eu o cumprimentei, sem deixar de notar que ele estava diferente. Percebia-se que acabava de sair do banho..seu perfume exalava no ar um cheiro delicioso. Não aparentava aquela fragilidade de sempre. Estava de calça jeans e uma camiseta casual com um sorriso enorme no rosto.

Entrei e pude ver um belo apartamento com decoração moderna, de cores suaves e bem iluminadas. Enquanto eu observava os detalhes ele me serviu uma taça de um delicioso vinho. Comecei a bebericar e logo percebi o silêncio em que nos encontrávamos e resolvi rompê-lo.

- Bonito seu apartamento... De muito bom gosto. O vinho também está delicioso, mas vamos ao trabalho que é o que nos interessa.

Com um sorriso, ele assentiu, ofereceu-me a cadeira da sala de jantar e nos sentamos para discutir o projeto. Eu dividia a atenção entre o projeto e àquele "novo" homem que estava em minha frente. Forte e inteligente, demonstrava um poder de persuasão forte. Estava longe de ser aquele homem robot da empresa. Seu cheiro já me entontecia, e eu tratei logo de colocar a atenção no projeto novamente. Discutimos o projeto todo e ele me ouvia atenta e pacientemente. Quando tudo ficou resolvido e decidido, me levantei para me despedir, já com aquele meu ar arrogante e prepotente. Quando ia me dirigir à porta ele simplesmente me virou, me puxou e me deu um beijo intenso. Tentei me livrar, mas quanto mais me movia, mais ficava presa a ele.

Sem poder fugir àquele beijo, me entreguei e senti a língua dele explorar minha boca como se estivesse me tomando inteira. Sua língua quente e úmida na minha boca me causava calafrios e o desejo tomou conta de mim... Mas eu precisava sair dali... O que estava acontecendo fugia ao meu controle. Nesse momento ele me pegou pela mão, me puxou para o quarto jogando-me na cama, beijando minha boca meu pescoço e passando a mão pelo meu corpo. Senti-me em chamas, mas estava consumida pela raiva. Ele não podia me dominar dessa forma.

Ele, ignorando meus sentimentos e minhas tentativas de me livrar dele, algemou minhas mãos à cama e num ímpeto arrancou minhas roupas me deixando exposta. Amarrou meus tornozelos aos pés da cama. Brincou com meus seios, lambendo, mordendo, beliscando....eu me debatia e ele sorria. Voltava a me bolinar, agora descendo ao meu sexo, me deixando louca de desejo. Eu estava toda molhada com o seu toque... Com a forma como ele fazia isso. Tocava-me, me penetrava com os dedos me alucinando. Comecei a me ajeitar para que seus dedos me dessem mais prazer e quando pensei que meu gozo fosse chegar ele me esbofeteou no rosto dizendo:

- Eu sempre soube que você era uma vadia!!!!

E riu sarcasticamente. Senti um arrepio percorrer a espinha ao vê-lo pegar um chicote e ameaçá-lo no ar. Meu corpo tremeu. Abriu ainda mais minhas pernas, pegou o resto do vinho que eu havia deixado desdenhosamente na taça e o derramou lentamente pelo meu corpo. O vinho se espalhou rapidamente me causando uma excitação quase insuportável. Em seguida, vagarosamente percorreu com a língua o caminho do vinho, lambendo todo o meu corpo. Minha buceta encharcou. O fogo do desejo tomou conta de mim e quando pensei que fosse gozar novamente ele pegou o chicote e me chicoteou tanto a ponto de eu pensar que meu corpo ia se dilacerar. A cada chicotada meus gritos se tornavam mais fortes e minha resistência ia se acabando. Eu estava louca de raiva... De medo... E de tesão...sim...de tesão. Não entendia como, mas aquilo tudo me dava um tesão que nunca tinha sentido antes. Quando parou de me chicotear, passou a mão pelas feridas, alisando-as. Essa atitude me trouxe ainda mais lágrimas aos olhos.

Esticada de bruços na cama e amarrada eu estava longe de ser aquela mulher altiva e arrogante do escritório. Sem esconder o choro, eu demonstrava toda a minha fragilidade e desejei estar nos braços daquele homem... Ser tomada por ele.

Ele me desamarrou e me fez levantar. Levou-me ao banheiro e ordenou que eu tomasse banho e me vestisse. Esperou, observando cada gesto meu. Assim que terminei, voltamos à sala, onde ele entregou-me a bolsa e a pasta com o projeto; despediu-se de mim com um beijo, abriu a porta, chamou o elevador e sem nenhuma palavra fui embora.

Depois de uma noite mal dormida, cheguei no escritório no dia seguinte e logo avistei Peter. Corei, sentindo uma vergonha extrema, mas ele se dirigiu a mim, com aqueles passos lentos e insegurança de sempre e me disse:

- Senhora, por favor, gostaria que avaliasse esta nova idéia.

Arranquei a pasta da mão dele os olhos faiscando, ordenei que saísse da minha sala e abri a pasta. Dentro tinha um bilhete que dizia:
 
“De hoje em diante você é minha. Vai me obedecer e se entregar a mim como uma vadia que é. Quero você em casa hoje novamente às 20 horas"

Rasguei o bilhete com tanta raiva que não sobrou nada. E a raiva tinha um motivo: eu sei que iria... Que seria dele... E que o obedeceria.                                      Continua....

por: karla { K@ }

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